Se hoje
a luta se nos apresenta escancarada, não é porque não havia, mas tão somente por
esconder-se em uma guerra fria, no jogo democrático o acaso contribui para a
alternância no poder desde que bem utilizado pelas forças em disputa.
Particularmente
até prefiro assim com a cara a mostra, a dádiva de perceber que tão pouco são
capazes de serem espíritos livres nos mostra o quanto fomos incapazes de
evangelizar a necessidade de viver, para nossa tristeza ainda grande parte da
humanidade se agarra em dogmas para não desabar.
Já
perceberam que não fantasio ilusões, em ambos os campos da disputa, na maioria
não se percebe o mínimo esforço de pensar e analisar o já pensado, o espírito crítico
parece cada dia mais ausente, preferimos o aparente conforto do tédio e sua
condição incômoda de tornarmo-nos mortos vivos há apostar no ato do criar.
Nossas
redes sociais espelham isso no dia a dia, pessoas cantando refrões em uníssono
sem se atentarem ao seu significado, que parece de somenos importância, o que
interessa é passá-lo adiante, defendê-lo com violência, com ódio e muita
ignorância com novas palavras de ordem.
Estamos
em momento de lago e não de mar, preferimos a segurança imóvel do vazio de uma falsa
verdade adotada ao acaso pelas circunstâncias da vida, ao movimento constante
das ondas que em seu eterno retorno nos questionam permanentemente quanto a nossas
verdades, obrigando-nos a repensarmo-nos continuadamente.
Este
movimento ao qual entregamo-nos tem nome, o medo a liberdade, nele abraçamos a
escravidão validando atos indignos do homem contra a natureza, livrando-nos da
nossa culpa por nossa continuada diminuição da vontade do poder.
Assim
passamos a ser e a levar a sério uma caricatura de sociedade, passamos a dar
importância a coisas que nem merecem nossa atenção, passamos a combater
inimigos que já estão enterrados por sua própria inconsistência como espírito e
corpo, abrimos mão do bom combate que é o nascimento dos homens livres.
Lamentavelmente
rebaixamos o tom do debate trocando o evangelizar da criação de um mundo novo por
um permanente participar desta ladainha de bobagens que não se sustentam por si
só, e isto só serve aos fracos de espírito pois traz em seu rasto o desperdício
de nosso tempo em não avanço para a natureza e humanidade.
Nosso brado deve ser pela construção cultural deste mundo
novo que todos sonhamos, não podemos abrir mão de sermos arautos da boa nova, o
combate ao inimigo deve ser constante sem ser prioritário em relação a construção
de espíritos livres.
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