terça-feira, 8 de outubro de 2019

É Fraude a Promiscuidade entre Religião e o Poder.


Impossível negar que os projetos de poder bancados por religiões são fraudulentos por natureza por abusarem da boa-fé dos crentes ao se dizerem iluminados por Deus ao qual os mesmos fiéis devem obediência e temor.

                É do ser humano conduzir outros pelos caminhos dos seus interesses particulares, o que pode ser aceito como um problema de conduta, o que não se pode aceitar é a apropriação indevida da palavra de seus deuses.

               A origem é nefasta pelo simples fato de os pastores se outorgarem o direito de falar por seus deuses, no noticiário todos os dias encontramos exemplos de má conduta destes a atestar a exploração da fé em nome de seus interesses particulares.
 
               Quando se misturam religião e governo sempre nos encaminhamos para a exploração da maioria pela minoria, com a auto ungida elite religiosa entregando a nação a interesses particulares que as beneficie.
 
               Quando você prega submissão colhe escravidão, quando gera escravos estabelece um sistema de injustiça permanente, tolhendo a liberdade individual em nome da benção que seria agradar seus deuses e garantir uma eternidade.
 
               Difícil entender esta delegação de vontade como caminho de salvação, criamos uma pátria de eunucos da vontade, castrados pelo medo, encaminhados à um regime de obediência cega que para uma nação é um desastre completo.

               Estamos cansados de ver pastores tomando bens pessoais, cobrando contribuições e inclusive resolvendo suas doentias fantasias sexuais via estrupo de fiéis com alegação de que o fazem em nome de seus deuses.

                Como falamos acima podemos aceitar a sede de poder como característica humana, o que é impossível admitir é a covardia de não a assumir ao outorgar-se o poder da voz divina, transferindo a responsabilidade de seus crimes para uma fictícia vontade dos desuses.   
              
Quando somamos em líderes religiosos o poder desta usurpação da vontade dos deuses com o de governar um povo estamos, por certo, condenando sua população à submissão e a bancarrota, pois é inevitável que não resistam a tentação de se creditarem como divindade.

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