Impossível negar que os projetos de
poder bancados por religiões são fraudulentos por natureza por abusarem da boa-fé
dos crentes ao se dizerem iluminados por Deus ao qual os mesmos fiéis devem
obediência e temor.
É do
ser humano conduzir outros pelos caminhos dos seus interesses particulares, o
que pode ser aceito como um problema de conduta, o que não se pode aceitar é a
apropriação indevida da palavra de seus deuses.
A origem é nefasta pelo simples fato
de os pastores se outorgarem o direito de falar por seus deuses, no noticiário todos
os dias encontramos exemplos de má conduta destes a atestar a exploração da fé
em nome de seus interesses particulares.
Quando se misturam religião e
governo sempre nos encaminhamos para a exploração da maioria pela minoria, com
a auto ungida elite religiosa entregando a nação a interesses particulares que
as beneficie.
Quando você prega submissão colhe
escravidão, quando gera escravos estabelece um sistema de injustiça permanente,
tolhendo a liberdade individual em nome da benção que seria agradar seus deuses
e garantir uma eternidade.
Difícil entender esta delegação de
vontade como caminho de salvação, criamos uma pátria de eunucos da vontade,
castrados pelo medo, encaminhados à um regime de obediência cega que para uma
nação é um desastre completo.
Estamos
cansados de ver pastores tomando bens pessoais, cobrando contribuições e
inclusive resolvendo suas doentias fantasias sexuais via estrupo de fiéis com
alegação de que o fazem em nome de seus deuses.
Como falamos acima podemos
aceitar a sede de poder como característica humana, o que é impossível admitir é
a covardia de não a assumir ao outorgar-se o poder da voz divina, transferindo a
responsabilidade de seus crimes para uma fictícia vontade dos desuses.
Quando somamos em líderes
religiosos o poder desta usurpação da vontade dos deuses com o de governar um
povo estamos, por certo, condenando sua população à submissão e a bancarrota,
pois é inevitável que não resistam a tentação de se creditarem como divindade.
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