quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Transparência

Gosto de ver-me qual brisa invisível
Prezo sentir isento todo de massa
Vasculhando sem pista cada desnível
Teu corpo alma meu ser sempre perpassa.

Saliências, esquinas suas lindas partes
Completar sem tocar, sufocar, grudado
Sinto, exijo que nunca me descartes
Pois você é de mim o meu próprio lado.  

Feito na minha obra a argamassa
Cola-te em mim negação da ausência
Isenta qualquer chance para desgraça
 Pois viver depende da tua anuência.

Gratifica impulsionar a ser sol
Como tal sempre símbolo todo vida
Transparente instrumento lançado prol

No teu peito sempre encontrar guarida.

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