Louco, sim claro
porque não, sempre soube que não prostituir-se ao agradar fácil, que não
iludir-se pela sedução do pretenso interesse descompromissado no meu bem estar demonstrado
por terceiros, que não capitular ante uma manifestação desenfreada de bondade
não é o comportamento desejado pelos parceiros de caminhada.
Louco, sim claro
porque não, sempre soube que não compartilhar verdades de uma maioria desenhada
no momento por lá se sabe que influência, que não esconder suas verdades com
uma máscara de convivência social, que não vender uma imagem de feliz bem
sucedido conduzem ao discriminatório isolamento decretado aos perigosos para um
falso bem comum.
Louco, sim claro
porque não, sempre soube que não pisar sobre os injustiçados roubando-lhes
ainda o pouco que lhes sobrou, que não aderir ao sistema de mérito que nada
mais é do que vestígios claros de privilégios herdados, que não aceitar a proteção
de falsos deuses aos nossos desmandos contra a humanidade te torna pessoa não
grata ao medíocre sistema estabelecido.
Louco, sim claro
porque não, sempre soube que não amar-se tanto a ponto de prescindir do outro
como muleta, que não acreditar na submissão a quem quer que seja como
referencia de gostar, que não engordar o egoísmo de quem só aceita o outro quando
ele tem a cara que o seu imaginário construiu te cola a etiqueta de desequilibrado
físico emocional.
Louco, sim claro
porque não, sempre soube que não participar do canibalismo do homem pelo homem,
que não aceitar e construir escadas de ascensão nas diferentes pirâmides
inventadas para discriminar uma maioria ante autoproclamadas escolhidas minorias,
que não louvar o poder por entendê-lo espúrio e usurpador te condenam a ser
aprisionado em mecanismos de controle social escondidos na falsa ciência.
Louco, sim claro
porque não, sempre soube que não engolir verdades de um pretenso consenso
estabelecidas por uma moral que humilha o homem, que não admitir o processo que
domestica a cada homem desde a sua gestação é projeto claro de desmonte do ser
humano te rotula de revoltado desagregador social.
Louco, sim claro porque não, se não sou peça
desta maquina infernal de construção de escravos, se não sou objeto de consumo
destes organismos políticos sociais dedicados ao controle, se não preciso de
mandamentos que não sejam os que eu consiga construir, se respeito todas as ideias
desde que não seja obrigatória minha aderência a nenhuma delas, se necessito
andar pelos meus passos e tão somente ao lado de quem também anda pelos seus
então concluo que sou louco, sim claro...
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