Quer admitas ou
não seus dias como trabalhador estão terminados é que determina a nova ordem econômica
social imposta em momento de apogeu tecnológico aliado a ganância por mais
valia do ser humano, vão lhe entregar como companhia para sua nova solidão natureza
e homens manietados em sua essência que é a capacidade de existir integro.
Tudo deveria nos
indicar que esta situação sintetizasse o melhor momento para a humanidade isto
é um homem com todo o seu tempo dedicado a si mesmo e a sua relação com o outro
com a natureza, a completa liberdade de tarefas rotineiras desimportantes nos
lançando em direção ao espírito e a arte como instrumento de prazer e
felicidade.
Admitamos que os
sinais que lemos no contexto planetário não apontam para este rumo, tudo indica
que teremos o ser humano despreparado para este momento, muito fragilizado devido
à imposição de objetivos adquiridos por osmose na convivência social e que deixam
de ter sentido nestes novos tempos, sem condições de reescrever sua história
interna candidata-se a mais uma rodada de falta de adaptação comunitária.
Defendo
vigorosamente a construção de pequenas comunidades de interesse, mesmo que não sendo
de reflexão sobre este tema específico pelo simples fato de colocarem foco em
temas comuns serve como pedagogia para aderência aos novos ventos que varem
nossas vidas, onde a ideia de partilhar emoções e conhecimentos pode encaminhar
no espírito de cada um a redenção.
Vislumbro também a
aproximação de tempos de desobediência civil como prenuncio da eminente queda
dos muros do autoritarismo representado pelos governos e nações, estrutura de
poder apodrecida por sinal há muito tempo já morta começa a expor seus maus
cheiros e um novo tipo de governança mundial já nasceu e tão somente aguarda o momento
de sua revelação para ser abraçada como uma causa de todos.
Esta quebra de
paradigma representada pelo mundo novo nascido de um homem reinventado por si
mesmo é a tão sonhada revolução destinada a privilegiar o ser humano a sua
relação com a natureza contrapondo-o a importância que hoje damos as coisas,
aos processos e as questões de política e economia global, desconstruir o que
ai está para permitir que nasça uma sociedade onde a base de tudo seja o Homem é
o mote para a poesia dos novos tempos.
Dar testemunho da
morte da sociedade que aí está oferece-se como caminho evangelizador para o que
está por vir, como sempre os restos podres dos organismos mortos são os melhores
adubos para a nova vida que nasce, mesmo que hoje não a podemos qualificar e explicar
os aromas que sentimos no ar torna sua presença algo inquestionável.
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