Os profetas dos
novos tempos buscam refúgios em lugares isolados construindo verdadeiras
fortalezas com intuito de proteger-se da multidão presumivelmente furiosa de
desempregados que adivinham nascerá da acelerada automação dos processos
produtivos onde o homem é cada dia menos necessário, nestes espaços pretendem
ser autossuficientes e assim resistentes à revolução anunciada por eles mesmos.
Não me surpreende
que em sua grande maioria sejam executivos bem sucedidos na indústria de
produção de tecnologia informação onde em contato permanente com a construção
de software destinado a exatamente promover esta economia de postos de trabalho
na agricultura, na indústria e nos serviços, sendo testemunha do processo de
acumulação de capital que não abre mão de longos períodos da vida destinados ao
trabalho em detrimento à distribuição da riqueza com a ampliação dos tempos de
lazer.
Como se fosse
possível à existência do homem sem sua dimensão social buscam empreendimentos
individuais sem avaliar o risco que a inexistência do outro gera para a sua
própria integridade, sua estratégia de defesa peca pela própria definição de
ser humano o isolamento passa a ser a nova ameaça a anunciar-se como tormenta
inesperada a desabar sobre suas próprias cabeças.
Certo está que com
exceção de minoritários movimentos alternativos ligados a vida autossustentável
eu não vislumbro nenhum trabalho sério na busca da eliminação da má
distribuição da riqueza, comprovadamente em muito aumentada pela automação,
menos ainda na preparação de uma sociedade com muito tempo livre ocasionado pela
diminuição da necessidade do trabalho humano, não temos o homem preparado para
tal nem do lado dos exploradores dominadores muito menos por parte dos explorados
dominados.
Teoria com base
em analise histórica equivocada de que a eliminação de postos de trabalhos
obsoletos gera em seu ventre novas oportunidades não mais se sustentam dentro
do processo social de construção de uma sociedade onde a utilização de
inteligência artificial associada a velocidade do processamento de informação cresce
de forma geométrica, tendo já esgotado todos os artifícios de geração de lixo a
ser consumido certamente não mais teremos como ocupar o homem na atividade
produtiva.
O modelo está
esgotado característica facilmente identificada na cadeia de pessoas infelizes
que o mesmo está produzindo, existe uma insatisfação generalizada de seres
humanos desencontrados a jogarem todas as suas fichas na desconfiança em
relação ao outro, estéreis em sua capacidade de doarem-se caminham como zumbis,
sem que se vislumbre o nascimento de um modelo novo mais justo o desafio está
colocado, como reinventar o homem pleno em sua dimensão social em um mundo com
pouco trabalho humano necessário.
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