Domingo, gente
reunida, mais do que pessoas porções de vida que entre um pedaço de carne,
frases disputadas em sinceridade e eloquência, goles de cerveja, encontro de seres
humanos carregadas de afeto, dedicados a debater o melhor eu de cada um, o
melhor que podemos ser isto é viver.
Foi muito bom antecipar o início do Natal,
com este churrasco que como cimento liga vocês que me são os mais caros, que
lotam de alegria este domingo de fim de dezembro, dois ou três desfalques que
se por força maior não puderam participar não deixaram de estar presentes em
nossos corações e tenho certeza nós nos seus, se não acredito na instituição
família curto o ritmo do que deu certo, um conjunto querido de harmonia que
desde já prenuncia um lindo Natal.
Não pude deixar
de partilhar com vocês estes pequenos momentos, gotas de afeto, flashes
vividos, que seu tamanho como tesouro é por mim imerecido e só se justifica
pela oportunidade de distribuí-los com vocês.
Sim tarde de 24,
minhas irmãs com suas habilidades de artistas preparavam com carinho a mesa de
todos nós, enquanto minha mãe e eu conversávamos sobre um mundo só seu sonhado que
é o próprio desencontro da realidade, juntos os quatros partilhamos o alimento
que simboliza a força da nossa presença no tempo.
Início da noite do mesmo dia, saio como
caminhante em direção à casa da minha filha, onde agora em dois preparamos
nossa ceia de natal, não poderia faltar à caminhada pelo Bom Fim em busca das
impossíveis, porém encontradas, cervejas e a as três horas de uma conversa mais
de amizade do que relação pai-filha, coroado o fim de noite com o telefonema
emocionado do filho mais moço que, impossibilitado de sair de casa, me abraça
com o carinho de sua voz.
Meus filhos mais
velhos me enviam fotos maravilhosas, que por impossibilidade tecnológica só
desvendarei no dia seguinte, na primeira lá estou eu cabeludo, com ele diminuto
de encontro ao meu corpo cabeça nos meus ombros privilegiando a diferença de
tamanhos, uma foto onde o principal foco são seus bisavós, minha Oma e meu Opa,
esta veio acompanhada de outra dele cabeludo menino criança e mais duas do
irmão poeta quando ainda não se via como tal.
Fechando este
colar de afeto, busco refúgio em meus livros aguardando a nova coleção de dias
que irão complementar o fim de ano, depois do afeto vem os dias em que
refletimos sobre esperança e paz.
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