São
listas enormes de argumentos, todos eles verdades de fé juradas por cada
facção, atos de fé dispensam comprovação, basta proclamá-los como verdade e guerrear
por eles até o fim.
Esta
disposição para a guerra é desnudada nas redes sociais, basta dar um passar de
olhos nos diferentes donos da verdade, que se possível colocariam mãos em armas
para eliminar os odiosos inimigos de sua verdade.
Este espirito
belicoso que criamos, nestes tempos que chamamos de pós-modernidade, nada mais
é do que a antiga justificação das batalhas em nome da fé, perdemos a condição
de nos colocarmos sob o ponto de vista do outro.
Ressuscitamos
o Bem e o Mal como único dialogo possível, vivendo o paradoxo que o outro sempre
é o mal e merece a derrota da morte, para a qual torcemos e se possível o
ajudaremos a alcança-la.
O
sofrimento humano se espalha por todos os lados e participamos como cumplices
destas desventuras em nome de gloriosas construções de raciocínio aparentemente
lógicos desvinculados da vida.
Hoje o
que está em moda são adjetivos, rotulando os fatos e as pessoas com adjetivos
temos a presunção de estar com tudo resolvido e nos abstemos de avaliar as
ações que são o que realmente define a vida e a humanidade.
Por
certo podemos nos agarrar a complexidade hoje existente para a absolvição
futura de nossos erros de avaliação, não seria melhor termos mais cuidado hoje
na análise e julgamento dos fatos e assim evitarmos a necessidade futura do
confessionário.
Não
resistimos a tentação de mesmo desprovidos de conhecimentos globais,
rapidamente emitirmos opinião agrupados em fações em sua maioria intolerantes
com outras que em paralelo se formam.
Em síntese não estamos preocupados em achar o melhor caminho e sim em impor o que dogmaticamente consideramos o melhor caminho em total cegueira em relação as outras alternativas.
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