Se
quiser me impingir um mundo onde a Pátria sobrepõe e esmaga o Povo, podes com
certeza saber que vou resistir, nenhum sacrifício a mais é merecido por nossa
população, suas fantasias de entregar nossa gente aos interesses internacionais
e locais terão permanente combate de nossa parte.
Como
conviver com submeter duzentos e vinte milhões de habitantes e riquezas
naturais exuberantes há um experimento neoliberal de competição extrema entre
os habitantes, quando se sabe que as diferenças de preparo para as
oportunidades são gigantescas entre a maioria e uma minoria privilegiada, resistir
é preciso como obrigação de justiça.
Como
aceitar o sacrifício voluntário do setor industrial e de serviços por
diminuição da renda do brasileiro via reforma trabalhista e da previdência
diminuindo a capacidade de circulação interna de moeda o que é agravado por quebra
de barreiras à competição externa na disputa deste escasso recurso, resistir é
preciso para incentivar a economia nacional irrigando o poder de compra da
população.
Como
não se injuriar com a exposição continuada da população a chavões
desmoralizadores das instituições democráticas e dos mecanismos culturais e
educacionais com fins óbvios de diminuir o espírito crítico da população
desarmando-a em sua luta por qualidade de vida, resistir é preciso para
construirmos uma sociedade de homens livres.
Como
partilhar o falso moralismo patriarcal onde massacram mulheres, raças, gêneros em
nome de uma minoria exploradora que se mancomunou a falsos deuses para melhor
exercer seus privilégios e ampliar ainda mais as grandes diferenças sociais
hoje existentes, resistir é preciso para implantar uma sociedade colaborativa
onde as riquezas são distribuídas entre todos.
Como
não combater o clamor ao ódio á guerra que como ideologia do novo tenta-se
impor, por sinal o que temos de mais antigo na humanidade, apesar de nestes
milhares de anos de nossa existência terem fracassado em trazer a felicidade
para o ser humano agora se anunciam como caminho ao paraíso, resistir é preciso
para negando o passado alcançarmos uma sociedade da paz.
Como
ser cúmplice de um processo de esmagamento do individuo pela imposição de
falsas verdades universais reveladas por não sei que divindades para autodenominados
eleitos há ser justiceiros, resistir é preciso para criar as condições de que
cada ser humano e cada grupo social sejam capazes de encontrar o dinâmico
caminho da busca de suas verdades, as quais ninguém tem o direito de sonegar.
Resistir
é obrigação, direito pessoal intransferível, vocação primeira do ser humano no
compromisso consigo mesmo, que devemos exercer não por quem quer que seja, mas
tão somente por existirmos.
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