Ressurreição,
sim destruir-se por completo para nascer um novo ser, palavra que bem define o
que está no porvir, é o mote dos tempos atuais de uma humanidade esgotada por
completo em seu modelo de sociedade onde a competição canibalizou o ser humano.
Os
sinais da catástrofe que eu em particular considero como venturosa, por já estar
no tempo de nos reescrevermos, são legíveis na dança maluca do nosso
comportamento social, andamos as tontas de um extremo ao outro como que jogados
ao sabor do vento, uma má corrente resultante da extrema desigualdade entre nós
seres humanos.
Na
esteira destes tempos paira no ar um clima de insatisfação onde não nos
mostramos felizes com a vida, com o trabalho, com o lazer e em especial com as
outras pessoas que, para a grande maioria, estão sempre a roubar o seu direito,
o seu espaço, em suma são candidatas á culpa das nossas frustrações e em extensão
a serem inimigas.
Neste
vácuo de felicidade criou-se o espaço para adesão do individuo ao ódio que julga
como legítima defesa e exprime no julgar, condenar e executar a pena, emblemática
libertação de instintos primitivos de sobrevivência, o nível de competição
estabelecido não apenas valida a priori nosso comportamento condenando todos os
que forem diferentes deste, como nos torna candidatos a aderir a projetos de
salvadores autoritários para combater estes inventados inimigos.
Esgota-se
o modelo consumista à medida que nos aproximamos da absoluta desnecessidade do
homem no trabalho, temos que admitir se gasta muito tempo na confecção de lixo
e no próprio trabalho de competir, apenas para manter o modelo funcionando, com
o efeito colateral de tornar as pessoas tristes e depressivas.
Como é
de conhecimento de todos existe riqueza suficiente para toda a humanidade viver
com dignidade, a mesma deveria ser distribuída com um valor mínimo para cada
ser humano independente de classe social, gênero, raça ou credo, complementado
por qualificadas, universais, gratuitas educação e saúde.
Só as medidas acima já diminui consideravelmente
o custo do estado toda a burocracia destinada a controle e administração torna-se
desnecessária, pois a humanidade tem suas necessidades básicas atendidas, além
de trazer o trabalho voluntario como algo prazeroso capaz de construir algo para
beneficio de todos.
A
globalização nos permite hoje interagir em tempo real independente da nossa
localização física com isso abre-se a possibilidade de uma gestão planetária,
poderíamos ter um grande governo terra tornando o conceito de nação obsoleto, imaginem
todos estes grandes orçamentos destinado a defesa disponibilizados para o bem
do ser humano.
O
desafio é pensarmos em um novo mundo baseado na cooperação para substituir este
morto da competição e para tal teremos que reescrever o homem e o pensamento
humano em bases diferentes do que fizemos até hoje.
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