No imaginário identificava-se
como lobo e adquiria o poder de comer muitas ovelhas assim seguia pastando os seus
sonhos carnívoros no campo desandou a defender o direito dos lobos a servir-se
de seus iguais no rebanho como se assegurasse para si um futuro promissor não
mais de ovelha sim de lobo em seus devaneios não percebia que apenas validava o
direito de a transformarem em um lauto jantar.
Um lobo necessita
de muitas ovelhas para viver talvez a cada dia faz-se necessário uma nova vítima,
carnívoro como é sem esta morte, morto está, assim é construída a pirâmide da
carnificina justificativa para grandes rebanhos de ovelha no interesse dos
poucos lobos e estes por sua vez não se dão conta que exterminando o rebanho se
condenam também à extinção.
Na natureza esses
exemplos reproduzem-se por todos os lados na ampla cadeia do existir onde cada
morte alimenta outro ser sendo todos ora predador ora presa cada qual em seu
adequado momento o que nos levar a pensar que não falamos de organismos unos e
sim parte de uma coisa maior que é a vida.
Este festim não
só observamos e estudamos como o usamos para construir nossas teorias sociais e
econômicas antropofágicas em uma sociedade hoje pautada pelo imaginário direito
de sermos lobos de nós mesmos onde parece não conseguimos perceber nenhum dos
paradigmas das fábulas acima descritas, ou seja, de que um lobo necessita
devorar muitas ovelhas para sobreviver e como todos somos ovelhas candidatos a
lobos sonhamos viver à custa de nossos semelhantes que por sua vez alimentam a
mesma utopia em uma cadeia interminável de autoextermínio.
Não pareceria
muito mais simples sabendo de antemão que produzir para todos capazes somos de distribuirmos
em parâmetros mais justos a produção do todo evitando ao máximo as grandes
desigualdades, mobilizando-nos de modo cooperativo para um trabalho dirigido a
saciar a humanidade e não o indivíduo, em que nossos talentos diferenciados
somem-se em lugar de buscar subtrair do outro.
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