Eleições em 2016 com
seus resultados bipolares de um lado o grande vencedor a abstenção os votos
brancos os votos nulos do outro a consolidação do golpe com o poder nas bases
municipais distribuído entre os partidos de direita com direito a cereja do
bolo da alegria infantil pelo esmagamento do projeto de poder do partido dos
trabalhadores, ou seja, refletimos como população tanto de um lado como do
outro da balança uma mesma sensação de “Não estamos nem aí para o governo,
simplesmente o sofremos”, um negando voluntariamente seu direito ao voto
e outro mais preocupado com a vingança e o aniquilamento de um projeto político.
As redes sociais manifestam
certo ufanismo pela derrocada da esquerda nesse último episódio eleitoral, está
cristalizado nas manifestações postadas um gostinho de vingança o que podemos creditar
a existência de uma grande mágoa por repetidas vitórias eleitoral do time liderado
por Lula, a direita festeja muito mais uma vendeta do que a alegria pela
conquista do poder municipal pelos seus candidatos percebe-se assim um ar de
alma lavada.
As manifestações
do pessoal da esquerda por outro lado demonstram atordoamento frente ao
resultado onde em quase todos os cantos não conseguiu nem chegar ao segundo
turno mesmo havendo uma clara opção pelo voto útil como em Porto Alegre, suas
colocações na rede espelham que, apesar de entenderem as dificuldades do
momento esperavam números melhores, um sentimento de que iniciar do zero é
preciso sendo reconstruir-se no médio ou longo prazo a única opção que sobrou.
Não nos é difícil
entender o cenário que gerou os resultados, uma operação de desmonte da
esquerda iniciou-se a partir da segunda vitória da presidenta Dilma admitamos
trabalhada nos três poderes e com o engajamento da grande mídia no processo, no
legislativo a busca da salvação individual ante sua unânime imoralidade no
trato dos bens públicos viu no golpe a oportunidade de autodefesa e perdão, no
judiciário elitista nação particular eternamente ocupada com o aumento dos seus
privilégios no seu vazio de poder encontrou na escolha de alvos seletivos
apoiado na mídia seu momento de notoriedade, no executivo esgotado em sua
capacidade de construir soluções públicas sem partilhar a maior parte dos
recursos na rede de cumplicidades interpartidárias corrompidas por compromissos
visando tão somente à manutenção do poder.
Canto triste sim
porque repleto de desencanto possibilita a minoritária elite de sempre
continuar sua espoliação predatória do que é de todos, aumentando as já enormes
diferenças sociais agora com o apoio de iludidos candidatos a ascensão social
manipulados pela mídia parte interessada comprometida com o espólio acrescida
pela força do uso cientifico das redes de comunicação, transformaram nós todos
em instrumentos uteis ao dirigir nossa luta contra alvos equivocados
propositalmente plantados e assim permitir o aumento da exploração do homem
pelo homem que é o único caminho da acumulação capitalista.
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