Encontro-os todo
dia e não quero crer que existam, espaços vazios fuga permanente do pensar
hospedado em seres humanos embalados pelo já refletido seguindo a programação
de um animador invisível a consumirem-se por inteiro no ritual da manada com
seus caminhos de antemão traçados que lhe consomem o precioso bem que é a vida.
É tempo de se
surpreender não que o deseje, apenas me defronto com tal situação, estanco
sobre o eterno desencontrar-se, caminho traçado ao desencanto de quem escolheu
vegetar nada contra a natureza apenas não posso aceitar a opção do vegetativo
viver.
Fixo meu olhar
nas tuas pupilas e as encontro ausentes de vida, perdidas entre escolhas falsas
ao achar-se envolvido em decisões de outrem tomadas como se as fossem suas,
concordo é certo que não tenho nada a ver com isso, entretanto não me imagino
longe do envolver-me nessa trama mal urdida e assim o faço todo dia.
Toco neste tema
não por gosto pessoal e sim muito mais pela inevitável transcendência na
direção do outro com o qual se não tenho compromisso me é impossível deixar de vivenciar
o rastro de insatisfação a cercar-me por todos os lados, sim me afetam esses
descaminhos nem o é por ter um caminho, mas principalmente por não poder coassinar
tal roteiro.
Preciso assinar
contratos com o risco, não o fazendo condeno-me a isolar-me na negativa da
possibilidade da convivência o que senão impossível pelo menos indesejável o é,
mostrando-me incapaz de iluminar me condeno a esparramar trevas.
A nossa solidão
encontra-se na do outro e assim lado a lado podemos percorrer os tempos sem
imobilizarmo-nos cumprindo a máxima da vida que é o movimento, mas gosto de
olhar para os lados e sentir a força do humano no outro que caminha comigo sua
liberdade é o motivo maior de acréscimo à minha alegria.
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