sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Vinho, cerveja puro malte, não milhares de frases perdidas

 

               Podem imaginar que estou estupefato, por uns cálices de vinho a mais, ou talvez por copos exagerados de cerveja puro malte, não que não faça isso, mas posso garantir-lhes que o que me tonteia é a invasão de tantas frases perdidas sem sentido que consumo dia a dia nas redes sociais.

 

               Nada contra as frases, são todas bonitinhas, algumas até espirituosas, sempre receitas de bolo de que quem as emite não consome, isto é tão obvio que quando as lemos sabemos que as mesmas não tem nada a ver com quem as posta e sim com os objetivos de seu escrever.

 

               As frases em si são vazias, os objetivos não e está bem que assim o seja, mas como consumir tanta bobagem por tanto tempo, tenho passado pela maioria sem lê-las e quando distraidamente leio alguma só percebo futilidade.

 

               Claro a frase está aí exposta não para ser lida, mas sim para chamar atenção de quem a postou, ora para isso, chamar atenção, não existem regras, logo os objetivos da sua postagem estão sempre encobertos a tentar nos pegar de surpresa.

 

               Cada dia passo mais rapidamente sobre intermináveis posts, sem lê-los a procura de algo que possa despertar minha atenção, infelizmente virei um passador de post, ou seja tap seguido de tap, em busca de algo que não vou encontrar.

 

               Nada a ver com a beleza das frases, apenas o entendimento de que estão fora do contexto, não ajudam na minha vida e muito menos na vida de quem as postou, estão fora do momento a viver de cada um de nós e por obvio são partes do viver de outros em outros tempos.

 

               È fácil entender que os movimentos do mundo hoje não podem ser diferentes do que se apresentam no dia a dia, e que sejam todos felizes nos seus objetivos, apesar de não entender como estes possam trazer felicidade.

 

               Isto não deve mudar em curto espaço de tempo, pois vivemos em plenitude hoje o momento de consumir clicks ou dinheiro e para isso enfeitamos em público uma vida medíocre no privado.

 

               O que em absoluto nos deve trazer desesperança, pois viver sempre é um período de transição entre o nascer e o morrer, e estas pessoas da sala de jantar... Sim se imaginam vivendo.

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