Inseguros, agarrados em verdades
de ocasião, as quais nunca questionam, são especializados no não pensar, a
cabresto caminham cegos rumo a ruína humana que a crescente desigualdade social
constrói, os novos zumbis da direita comportam-se como mortos-vivos alimentados
por ignorância e ódio.
Cultuam
oportunistas vestidos de representantes dos deuses, encarregados de determinar
questões de fé como se em nome destes falassem quando se sabe movidos a
interesses pessoais, repetindo sem cessar as palavras de ordens que lhes sopram
aos ouvidos.
Não tendo
coragem de enfrentar o acaso que é o viver, são mantidos de pé escorados por
todos os lados por dogmas inquestionáveis pelos mesmos, só assim conseguem na
mediocridade do rebanho ter um pouco de alento e fingir o existir.
Sua
incapacidade de individualizar-se os conduz ao ódio incessante á quem o consiga,
além de lutarem desesperadamente para rebaixar o outro como forma de
autopreservação, protegem-se em seus grupos fechados guerreando contra todo o
resto.
Toda e
qualquer iniciativa que promova a justa distribuição de renda e a promoção do
ser humano como um todo em sua diversidade se lhes apresenta sempre como um
risco aos seus mesquinhos privilégios tão somente porque sem estes não estão
aptos a sobreviver.
Tem no fanfarrão
ego público o contraponto da insegurança interior, especialistas que são de
vender sua falsa imagem em lugar de ser e não sendo iludem-se com os ruídos que
causam no social esquecendo-se que também estes são falsos em si mesmos.
São apaixonados
por atores sociais violentos e agressivos, pois a irreflexão exige autoridade
para manter as coisas no seu lugar e curtir uma falsa sensação de segurança,
seus medos internos explodem em buscar apoio incondicional em falsos ídolos a
quem se entregam sem nenhum questionamento.
Pelo medo
se agarram em armas, pelo medo substituem a individualidade pelo padrão do
grupo, pelo medo agridem sem refletir o diferente, pelo medo substituem o amor
ao outro ser humano por idolatrias, pelo medo escravizam-se aos poderosos por proteção.
São
evangelizadores de uma humanidade medíocre incapaz de cooperar, são
competidores em batalhas onde as regras sempre os devem privilegiar por saberem
que não são páreos para homens livres.
Sim a
estes devemos continuadamente oferecer resistência para construirmos a tão
almejada sociedade dos homens livres e a resistência por si só é um testemunho
de vida plena.
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