segunda-feira, 3 de junho de 2019

O Acaso os Põe a Tremer de Pavor


Inseguros, agarrados em verdades de ocasião, as quais nunca questionam, são especializados no não pensar, a cabresto caminham cegos rumo a ruína humana que a crescente desigualdade social constrói, os novos zumbis da direita comportam-se como mortos-vivos alimentados por ignorância e ódio.

                Cultuam oportunistas vestidos de representantes dos deuses, encarregados de determinar questões de fé como se em nome destes falassem quando se sabe movidos a interesses pessoais, repetindo sem cessar as palavras de ordens que lhes sopram aos ouvidos.

                Não tendo coragem de enfrentar o acaso que é o viver, são mantidos de pé escorados por todos os lados por dogmas inquestionáveis pelos mesmos, só assim conseguem na mediocridade do rebanho ter um pouco de alento e fingir o existir.

                Sua incapacidade de individualizar-se os conduz ao ódio incessante á quem o consiga, além de lutarem desesperadamente para rebaixar o outro como forma de autopreservação, protegem-se em seus grupos fechados guerreando contra todo o resto.

                Toda e qualquer iniciativa que promova a justa distribuição de renda e a promoção do ser humano como um todo em sua diversidade se lhes apresenta sempre como um risco aos seus mesquinhos privilégios tão somente porque sem estes não estão aptos a sobreviver.

                Tem no fanfarrão ego público o contraponto da insegurança interior, especialistas que são de vender sua falsa imagem em lugar de ser e não sendo iludem-se com os ruídos que causam no social esquecendo-se que também estes são falsos em si mesmos.

                São apaixonados por atores sociais violentos e agressivos, pois a irreflexão exige autoridade para manter as coisas no seu lugar e curtir uma falsa sensação de segurança, seus medos internos explodem em buscar apoio incondicional em falsos ídolos a quem se entregam sem nenhum questionamento.

                Pelo medo se agarram em armas, pelo medo substituem a individualidade pelo padrão do grupo, pelo medo agridem sem refletir o diferente, pelo medo substituem o amor ao outro ser humano por idolatrias, pelo medo escravizam-se aos poderosos por proteção.

                São evangelizadores de uma humanidade medíocre incapaz de cooperar, são competidores em batalhas onde as regras sempre os devem privilegiar por saberem que não são páreos para homens livres. 

                Sim a estes devemos continuadamente oferecer resistência para construirmos a tão almejada sociedade dos homens livres e a resistência por si só é um testemunho de vida plena.    

Nenhum comentário:

Postar um comentário