A
cultura escravocrata aperfeiçoada pela construção de uma moral com fundamentos
na competição e no consumo, muito bem construída pelas elites financeiras,
aprisiona cada um de nós com seu guarda particular o próprio aprisionado, como
eu coloquei em outra oportunidade a vida real superou a ficção cientifica neste
item, pois esta última sempre apostou em um chip, um objeto externo, para
exercer o controle sobre a humanidade.
Temos que admitir que o próprio
dominador também seja escravo desta idolatria ao falso desejo, apreendemos
sempre a querer o que imaginamos tenha o outro, desaprendendo a olhar para nós
mesmos, propagamos esta angustia em nosso interior, desafiando todo dia o caminho
da depressão, ao qual infelizmente, cada vez em maior quantidade os humanos se
precipitam.
Uma
alma justa não pode ser seletiva, pois a seleção carimba no outro nossas
próprias dificuldades de compreensão e aceitação, a impossibilidade de nos
colocarmos no contexto do outro não justifica nossa descriminação ao contrario
deve habilitar a ideia de que os caminhos são diferentes e cada qual deve
trilhar o seu e nisto ser respeitado.
Como
separar o trigo do joio em nosso interior? Não posso imaginar opção diferente
da reflexão sobre qualquer um de nossos pensamentos tanto quanto ao que se
aplica a verdade interior de cada um deles quanto ao nível de aceitação da
ideia que nossa igualdade esta exatamente na diferença como qualificador do ser
humano.
Se
formos instigados a reagir instantaneamente a cada fato, mais do que isso treinados
a ter respostas prontas perante eles, não reservamos tempo para pensá-lo, o que
me parece ser a maneira que opera o sistema de formação hoje disseminado na
nossa sociedade.
Correto,
estou sendo repetitivo clamo por uma análise séria sobre o tema a competição
entre humanos é um grande desperdício, nos impingiram que as conquistas da
humanidade vêm da competição quando bem o sabemos o homem não é indolente ele
sempre por natureza projeta-se em frente, a competição apenas exige um esforço
para sua execução que poderia estar sendo utilizado em maiores e melhores
descobertas têm que enfrentar esta inverdade que é a competição ser o motor da
humanidade para podermos ser maiores e melhores.
Na
mesma linha de pensamento exigi-se um combate permanente ao consumismo, esta
ilusão de que alcançaremos a felicidade ao obter algo, o fato é que todas as
conquistas consumistas geram frustração porque obtido perde seu sentido, estão
na ideia de obter e não na necessidade do consumo que mantém a vida.
Escravos
destes mantras do consumo e da competição, desrespeitadores de nós mesmos e do
outro, nos rebaixamos abrindo mão de nossa natureza humana para os anseios de
ódio e violência contra o planeta e a humanidade, é hora de lutarmos pela nossa
libertação em busca da construção de uma sociedade colaborativa de homens
livres.
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