Modorrenta talvez
seja esta a melhor definição para o momento atual das pessoas e do país,
dificil estabelecer quem iniciou o processo nós ou a nação, mas percebo em todo
o entorno esta apatia este sorriso escasso este nada a ver que abrange o
conjunto como um todo e coloca por terra definitivamente a indignação.
Não que os
indignados tenham um espectro especial, mas no mínimo provocam o debate à
ocupação de cada um com seus próprios pensamentos, é por si só um chamamento à
vida e as suas consequências e sabido é que cada vez mais a humanidade
necessita envolver-se com a atitude de ocupar-se com o seu existir como ser
humano.
Por outro lado, a
depressão reduz, diminui e apequena o viver, decididamente sob sua influência é
subtraído do homem sua autoestima e seu autocontrole levando-o a posição de
servo do nada o que em muito agrava a situação como um todo, pois ao ajoelharmo-nos
perante o nada nos esvaziamos por inteiro.
Denunciar esta
espiral, que longe de nos elevar, joga nossos mais secretos interiores com suas
incertezas e mistérios a nos assustar frente a tudo e a todos, por certo esta
atitude critica não é suficiente e nos obriga a ir mais fundo nesta analise em
busca de saídas, algo que nos leve para a imensidão do mar como contraponto a
esta poça depressiva.
Por menos obvio
que possa parecer esta claro que a maquina de consumo de trabalho humano esta
por traz de tudo isso, dia a dia nos sentimos mais incapazes de enfrentá-la até
porque a mesma não tem cérebros que a pensam e sim um pensamento global que
escravizou o ser humano ser este que antes era pleno quando criava reflexões
partindo de seus sentidos.
Perdemos a potência
de nos auscultar e tomar decisões para submetermo-nos a regras tão bem costuradas
como verdades universais no tempo que são absorvidas como se obra do nosso
pensamento o fosse o que é agravado por serem gratuitamente policiadas por um
rebanho medroso de dedos duros incapazes de ter ideias próprias, que a preço de
protegerem-se em meio à multidão, acéfalos, denunciam quaisquer violações as
mesmas como atentado a um pretexto bem universal.
O resultado é a
mais completa insatisfação com o que deveria ser o auge da nossa felicidade a
valorização de cada precioso pedaço de presente, sempre o que nos cabe de vida
resulta em um vazio impossível de evitar pelo simples fato de não corresponder
aos anseios internos do ser e sim a aderência a um projeto anônimo que não é
parido de nós e sim desta tal impessoal opinião publica que nos escraviza e entristece.
Desmascarar estas
pseudoverdades universais desconstruindo as bases em que foram estabelecidas
pelo aumento do conhecimento de si mesmo, pela ampliação do gostar de si mesmo,
é o único caminho para readquirimos o status de homens livres e confrontando
nossa verdade interior negarmo-nos a pagar tributo a esta falácia que definimos
como civilização.
Nenhum comentário:
Postar um comentário