Em mim não existe nada mais obsceno,
Que a fidelidade do amor total,
Pois me rasga o peito e deixa pleno,
Presente sempre em ti a mulher fatal.
Sentidos e músculos eu concateno,
Entrego-me todo teso como varal,
Sensações contidas tal como o feno,
Devoro-me em longo espasmo carnal.
Isolo o mundo por muito pequeno,
Reduz-se tudo em ser você como tal,
Para a dimensão social veneno,
Inexiste assim sansão mais imoral.
Completa só contigo eu contraceno,
Protagonizo em mim você a fatal,
Só cresço onde és tu o meu terreno,
Em você sintetizo meu bem e meu mal.
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