Sim desdobrando
os joelhos ante esta coleção de deuses criados para humilhar o Homem frente ao
poder, deuses que criam desajustados, são falsos desajustados porque capazes de
amar, assim não podem ser aceitos pela maquina, massacrados por ditos normais insensíveis
e desumanos que se creditam a imagem e semelhança de seus deuses para que estes
os proclamem superiores nesta farsa a da dança do poder sobre seu semelhante.
Sim desdobrando
os joelhos ante esta fantasia que chamamos democracia, onde o controle social
vampiriza o trabalho do rebanho para alimentar-se do sangue puro do que
denominam de povo, onde cada vez menor em número maior em ferocidade vivem
exclusivamente do trabalho do outro, disfarçando sua desonestidade em um autoproclamado
mérito impossível de comprovar, não enxergam que são apenas os vendilhões do
templo e se dão ao mérito de roubarem dentro de regras que legalizam esta mentira,
sempre comendo o pão com o suor do rosto dos outros.
Sim desdobrando
os joelhos ante a imprudência de uma sociedade que concentra todo avanço tecnológico
nas mãos e a serviço de quem tudo possui; Estes modernos escravocratas
trabalhando bancos de dados poderosos com o objetivo de controlar o físico corpo
e espírito e assim perpetuarem-se no prazer de ter multidões ao seu serviço, para
tal constantemente trabalham falsos dilemas criando torres de babel para
dividir e reinar.
Sim desdobrando
os joelhos ante a insanidade da maquina de consumo que engoliu seu criador e engorda
mordendo seu próprio rabo que se alimenta neste canibalismo degenerado onde
tudo perdeu o valor exceto a vantagem indevida sobre quaisquer semelhantes nos
expondo nesta maluca gincana onde o prêmio disputado e indigesto é o ser humano
subjugado.
Sim desdobrando
os joelhos ante a mentirosa caridade com seus falsos sentimentos onde o espírito
não chora, onde o gesto em direção ao outro não ocorre, onde o carrinho
inexiste, onde apenas um caudaloso rio de palavras, frases vazias que escondem
o riso da hiena contido no “ainda bem que não é comigo, melhor assim...”, construção
feita da caneta para fora nunca do coração.
Sim desdobrando
os joelhos ante uma maioria propositalmente conduzida ao viver medíocre por
intervenção de sofisticadas técnicas de educação dirigida a geração de
analfabetos funcionais, onde estimulam o fim do espírito critico para obter
maquinas humanas na linha de produção de lixo.
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