segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Desdobrando os Joelhos.

     Sim desdobrando os joelhos ante esta coleção de deuses criados para humilhar o Homem frente ao poder, deuses que criam desajustados, são falsos desajustados porque capazes de amar, assim não podem ser aceitos pela maquina, massacrados por ditos normais insensíveis e desumanos que se creditam a imagem e semelhança de seus deuses para que estes os proclamem superiores nesta farsa a da dança do poder sobre seu semelhante.

     Sim desdobrando os joelhos ante esta fantasia que chamamos democracia, onde o controle social vampiriza o trabalho do rebanho para alimentar-se do sangue puro do que denominam de povo, onde cada vez menor em número maior em ferocidade vivem exclusivamente do trabalho do outro, disfarçando sua desonestidade em um autoproclamado mérito impossível de comprovar, não enxergam que são apenas os vendilhões do templo e se dão ao mérito de roubarem dentro de regras que legalizam esta mentira, sempre comendo o pão com o suor do rosto dos outros.

     Sim desdobrando os joelhos ante a imprudência de uma sociedade que concentra todo avanço tecnológico nas mãos e a serviço de quem tudo possui; Estes modernos escravocratas trabalhando bancos de dados poderosos com o objetivo de controlar o físico corpo e espírito e assim perpetuarem-se no prazer de ter multidões ao seu serviço, para tal constantemente trabalham falsos dilemas criando torres de babel para dividir e reinar.

     Sim desdobrando os joelhos ante a insanidade da maquina de consumo que engoliu seu criador e engorda mordendo seu próprio rabo que se alimenta neste canibalismo degenerado onde tudo perdeu o valor exceto a vantagem indevida sobre quaisquer semelhantes nos expondo nesta maluca gincana onde o prêmio disputado e indigesto é o ser humano subjugado.

     Sim desdobrando os joelhos ante a mentirosa caridade com seus falsos sentimentos onde o espírito não chora, onde o gesto em direção ao outro não ocorre, onde o carrinho inexiste, onde apenas um caudaloso rio de palavras, frases vazias que escondem o riso da hiena contido no “ainda bem que não é comigo, melhor assim...”, construção feita da caneta para fora nunca do coração.

     Sim desdobrando os joelhos ante uma maioria propositalmente conduzida ao viver medíocre por intervenção de sofisticadas técnicas de educação dirigida a geração de analfabetos funcionais, onde estimulam o fim do espírito critico para obter maquinas humanas na linha de produção de lixo.

     Sim desdobrando o joelho para de peito aberto lutar contra os altares de sacrifício humano que insistimos no dia a dia em construir, para acabarem as ofertas inúteis destinados aos falsos deuses, legítimos bezerros de ouro, que a insanidade humana construiu para deleite de alguns, quero poder simplesmente ser um libertário que sente e ama seus semelhantes sem governo, sem instituições, enfim sem qualquer coisa que não seja a comunidade igualitária de homens livres.  

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