Esta crescente e
explosiva diferença de concentração de riqueza por alguns poucos ricos em
detrimento da enorme maioria de pobres, constatação comprovada por todos os
estudos econômicos feitos sobre distribuição de renda, afronta-nos como uma
chaga viva da humanidade por sua exposição de crueldade sofisticada ao qual
chegou o exercício do poder nestes nossos tempos de dito avanço civilizatório.
O roteiro e
direção desta ficção onde se combate à existência do homem espalhando morte em
vida nem mais tem autoria, tornaram-se entidades autossuficientes, hoje quem
pensa que articula, inova e comanda em verdade é apenas um degrau a mais na
hierarquia dos submissos, uma cadeia de acorrentados a mercê das garras do
poder, esta força físico moral, entidade perversa e cria do imaginário da
humanidade.
A hipocrisia dos
conceitos sobre liberdade seguida por inescrupulosos defensores de causas
próprias a justificar a exploração do outro como recompensa justa por um mérito
discutível, nada mais é do que a versão moderna da lei do mais forte, onde
abençoado pelos deuses e justificado na lei é todo o ato do vencedor
independente da trapaça utilizada na disputa, a própria desonestidade é
considerada talento de vitoriosos.
A dita e
enaltecida razão nada mais é na prática do que um conjunto de argumentos
lógicos, matemática pura com suas induções e deduções usadas como arma de
imposição de vontade, muito mais uma habilidade do que um espelho da realidade que
utiliza de maneira contumaz evidências não provadas como instrumento de submissão
do oponente, enquanto a verdade é de fato experiência de vida que hoje se
expressa por uma interminável batalha de dominação e submissão.
O perverso no
sistema como um todo é o tamanho e quantidade de inverdades e as consequências
psíquicas que elas geram em toda a população mundial, somos uma sociedade
extremamente doente estando permanentemente afastados do prazer e da felicidade
os poucos e fugazes momentos que nos aproximamos destes só tendem pelo que são de
fugidios e frustrantes em ampliar nossa enfermidade.
Urge resistirmos
a este sistema via desobediência civil como caminho que nos resta para fugir da
mesmice ao qual o sistema nos condena e encontrarmos a justa distribuição do
produto global da humanidade o que é por direito de todos os seres humanos
independente do papel de cada um no processo de produzi-la, esta sinergia entre
os homens, natureza e suas riquezas é a tão sonhada conquista a ser obtida.
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